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O desfecho de Stranger Things novamente impactou as paradas musicais, desta vez destacando um artista fora da trilha sonora oficial. Djo, o projeto musical de Joe Keery, que também atua na série, permanece no topo da parada de singles do Reino Unido com “End of Beginning” por duas semanas consecutivas, conforme divulgado pela Official Charts Company.
Originalmente lançada em 2022, a canção ganhou nova popularidade em janeiro, após se tornar viral em vídeos editados por fãs no TikTok, que acompanhavam cenas do episódio final. Esse fenômeno elevou a música ao primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e também a colocou no topo do ranking global do Spotify, superando o mais recente sucesso de Taylor Swift.
Esse episódio ilustra como produções audiovisuais com grande alcance continuam a moldar o consumo musical. Apesar de não estar oficialmente ligada à trilha da série, “End of Beginning” levou quatro anos para atingir seu auge comercial, impulsionada pela interseção entre fandom, mídias sociais e streaming.
Viralização no TikTok alavanca faixa fora da trilha oficial
Ainda que “End of Beginning” não faça parte da trilha sonora oficial de Stranger Things, a música ganhou destaque no TikTok logo após a exibição do último episódio. Fãs a usaram em edições das cenas finais, gerando um novo ciclo de popularidade, principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Conforme dados da Official Charts Company, o single atingiu 5,4 milhões de streams no Reino Unido em apenas uma semana, seu maior volume desde o lançamento. No cenário global, essa performance rendeu à faixa o topo do ranking mundial do Spotify no início de janeiro.
Catálogo recente volta a ter destaque no consumo global
Lançada em 2022, “End of Beginning” já havia passado por retomadas ao longo dos anos, especialmente em 2024, quando entrou no Top 100 britânico após sua primeira viralização. No entanto, em 2026, a combinação de streaming e redes sociais levou a música a um novo nível de notoriedade.
Atualmente, a faixa acumula mais de 2 bilhões de streams no Spotify, apresentando um crescimento acelerado desde que fez parte do Billions Club em setembro de 2024. Esse fenômeno ilustra como o ciclo de vida das músicas não segue mais uma linha linear, mas depende cada vez mais de contextos culturais que vão além do lançamento musical.
Esse tipo de trajetória tornou-se mais comum em um mercado onde séries, filmes e redes sociais atuam como espaços alternativos para a redescoberta de músicas.
Top 10 britânico reflete uma leitura clara do mercado
A liderança de “End of Beginning” na parada britânica foi acompanhada por poucas mudanças significativas no Top 10. “Raindance”, colaboração de Dave e Tems, retornou à segunda posição, mantendo o rap britânico em destaque no consumo local.
A principal estreia da semana ficou com Bruno Mars, que entrou diretamente na sexta posição com “I Just Might”. Essa situação revela um momento de estabilidade nas paradas, com poucos lançamentos conseguindo entrar na parte superior do ranking.
Dados revelam avanço consistente fora do eixo EUA–Europa
Os dados mais recentes ajudam a entender melhor a fase atual de Djo além do impacto momentâneo de Stranger Things. Informações do Spotify indicam que o artista reúne atualmente mais de 58 milhões de ouvintes mensais, com um crescimento acelerado observado desde o início de janeiro.
Entre as cidades que mais consomem o trabalho de Djo, São Paulo aparece entre as cinco principais globalmente, ao lado de Jacarta, Londres, Cidade do México e Sydney. A capital paulista concentra cerca de 495 mil ouvintes mensais, fazendo do Brasil um dos mercados mais relevantes para o artista fora do eixo anglófono tradicional.
Esses dados refletem uma análise do Chartmetric, que registrou um aumento superior a 125% no número de ouvintes mensais no Spotify em janeiro, além de um incremento próximo a 95% nas visualizações no YouTube no mesmo período. No ranking global da plataforma, Djo figura entre os 100 artistas mais monitorados da semana.
Lollapalooza Brasil se insere em um contexto de demanda real
Nesse cenário, a inclusão de Djo no Lollapalooza Brasil em 2026 adquire um significado especial. Mais do que uma simples aposta em notoriedade internacional, o festival dialoga com uma base de ouvintes já estabelecida no país, especialmente em São Paulo, que é o principal mercado brasileiro de streaming para o artista e o local do evento.
O recente percurso de “End of Beginning” demonstra como a circulação musical atual não depende apenas de novos lançamentos ou trilhas sonoras oficiais. Séries, redes sociais e plataformas de dados trabalham em conjunto para redistribuir atenção e consumo, colocando o Brasil como um participante ativo nesse movimento global.
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Fonte: Blog Mundo da Música
