O Prêmio Multishow retorna nesta edição com uma nova importância na programação da TV Globo e uma alteração significativa nos bastidores: a reintrodução da música ao vivo como destaque das apresentações. Para entender como essa decisão foi elaborada e seu papel dentro da estratégia musical do grupo, o Mundo da Música entrevistou Juliana Costantini, gerente de produção musical dos Estúdios Globo. A conversa revela porque o prêmio assume um papel ainda mais relevante na grade, focando em diversidade, impacto artístico e conexão imediata com o público.
A cerimônia do Prêmio Multishow, agendada para esta terça-feira (9), reforça a percepção de que a música se expande dentro da Globo. A homenagem a Gilberto Gil, os encontros intergeracionais e a representação de estilos que vão do gospel ao forró moldam um evento idealizado para ser veiculado na TV aberta, por assinatura, streaming e nas redes sociais. O retorno das performances musicais ao vivo se destaca como eixo central dessa narrativa, ressaltando a importância dos instrumentistas e aproximando o público da energia autêntica do palco.
No decorrer da entrevista, Juliana expõe como essa filosofia orientou os arranjos, a escolha dos artistas, a criação das performances e a colaboração entre produção musical, cenografia e direção de palco no Prêmio Multishow. Ela também discute o impacto da transmissão completa na TV Globo, o desafio de refletir os diferentes “Brasis” musicais em um pouco mais de 90 minutos, e o que o público deve prestar atenção para captar o espírito desta edição.
Como assistir ao Prêmio Multishow 2025
O evento terá início às 20h45, com o “Esquenta TVZ” no Multishow e no Globoplay. Às 21h45, ocorrerá a transmissão do tapete vermelho no Globoplay, onde os convidados serão recebidos antes da cerimônia.
A transmissão completa começará às 22h30 na TV Globo, no Multishow e no Globoplay, sob a apresentação de Kenya Sade e Tadeu Schmidt.
Em seguida, você confere a entrevista completa com Juliana Costantini, revelando detalhes dos bastidores e antecipando o que esperar da noite.
Entrevista: Juliana Costantini, gerente de produção musical dos Estúdios Globo
Mundo da Música: A edição de 2025 do Prêmio Multishow marca a reintrodução dos números musicais totalmente ao vivo. O que motivou essa decisão e como vocês estruturaram esse retorno nos Estúdios Globo?
Juliana Costantini: Os musicais do Prêmio sempre foram realizados ao vivo; este ano, estamos resgatando a música sendo tocada ao vivo. Essa decisão reforça nosso desejo de valorizar não apenas os artistas intérpretes que se apresentam, mas também dar destaque a um grupo fundamental da indústria: os músicos.
Mundo da Música: A valorização dos instrumentistas é um dos pilares desta edição. Como isso se reflete na escolha dos números, nos arranjos e no formato das performances?
Juliana Costantini: A música ao vivo cria uma experiência sonora muito mais intensa e emocionante. O formato ao vivo humaniza e aproxima o público de uma realidade autêntica que está diante deles.
Mundo da Música: Performances ao vivo requerem uma preparação intensa. Quais foram os principais desafios criativos e técnicos para integrar artistas de diferentes estilos em uma única narrativa de show?
Juliana Costantini: Temos um forte relacionamento com muitos artistas da música no Brasil. Isso facilita as trocas e garante um entrosamento entre o desenho artístico da Direção e os desejos dos artistas. A ideia é que realmente exista uma cocriação, para entregarmos algo especial ao público que represente a essência de cada um que se apresenta. A identidade musical do Brasil é diversa, e convivemos diariamente com uma rica mistura sonora ao nosso redor, portanto, é natural que o palco do Prêmio Multishow reflita essa pluralidade.
Mundo da Música: Pela primeira vez, a cerimônia do Prêmio Multishow será transmitida na íntegra pela TV Globo. Como essa maior visibilidade altera a concepção artística do prêmio?
Juliana Costantini: Essa mudança amplia o alcance da premiação, permitindo que mais pessoas se conectem com nosso evento. Não falamos apenas para o público do Multishow, mas também engajamos o público da TV aberta. Nesse contexto, enfrentamos o desafio de explorar caminhos artísticos que se conectassem com a maior diversidade de público possível, a fim de gerar uma conexão com quem nos assiste.
Mundo da Música: O tema deste ano celebra a diversidade musical do país. Como esse conceito guiou as escolhas de repertório, estética e formatos de apresentação?
Juliana Costantini: Queremos mostrar um pouco dos vários “Brasis” musicais que temos em nosso país. É um grande desafio escolher os artistas que se apresentarão em uma janela de 1h30, considerando toda a produção musical nacional, mas focamos em quem lançou novos trabalhos e se destacou no último ano. Cruzamos esses destaques com seus respectivos gêneros e regiões até chegarmos aos artistas que acreditamos representar o que o público vem apreciando em diversas partes do país.
Mundo da Música: A direção artística envolve um trabalho conjunto entre produção musical, cenografia, tecnologia e direção de palco. Como essa colaboração ocorre na prática?
Juliana Costantini: Todas as equipes envolvidas vão na mesma direção para que a mensagem que desejamos transmitir seja reforçada em cada momento.
Mundo da Música: Para você, qual é o elemento que o público deve prestar atenção ao assistir à cerimônia do Prêmio Multishow deste ano, algo que sintetiza o espírito artístico da edição?
Juliana Costantini: O espírito do nosso Prêmio é que a música é uma poderosa ferramenta de conexão e merece ser celebrada. Ela ressoa por todo o Brasil, independentemente do gênero musical, de suas raízes e sonoridades. Queremos ser o lugar onde essas diferenças culturais se encontram, coexistem e se complementam, amplificando essa mensagem leve e positiva que a música oferece ao país.
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Fonte: Blog Mundo da Música
