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Em 2025, WD atravessa um momento decisivo. Após quase duas décadas na carreira, o artista destaca sua trajetória com uma série de lançamentos que interconectam música, cinema e literatura. O álbum “Katarse”, o livro autobiográfico e o curta-metragem “A Batida Final” compõem um conjunto que reafirma sua busca por autonomia criativa e o fortalecimento da sua narrativa como artista independente.

Esse movimento se dá em paralelo à chegada da Boogie Naipe à sua gestão comercial. A produtora, conhecida no hip hop brasileiro, assume a responsabilidade pela imagem, pelo relacionamento com marcas e pela venda de shows do cantor. Essa parceria alinha o novo ciclo de WD a uma estrutura com um histórico sólido no mercado, sob a liderança de Eliane Dias, que expande a atuação da agência no setor de booking.

A nova fase de WD na música e no audiovisual

A transição é refletida no próprio discurso de WD, que descreve esse momento como um reencontro com sua história. Após deixar sua antiga gravadora, ele optou por trabalhar com uma equipe que ressoa com sua vivência e com a visão que deseja construir no mercado.

“Assinar com a Boogie Naipe é um recomeço consciente da minha trajetória. Após sair da Universal Music, escolhi caminhar ao lado de pessoas que compreendem minha história, minha cor e minha voz. Estar com uma gestão preta transcende uma estratégia de carreira; é um ato de reconhecimento, autonomia e construção coletiva”, afirma.

O artista ressalta que a mudança abrange mais do que o cenário musical.

“Quero mostrar que o artista preto pode ocupar, decidir, liderar e lucrar com seu próprio trabalho. Crescemos vendo grandes estruturas determinarem o destino do artista preto sem ouvir sua voz. Agora, quero estar do outro lado da mesa. Desejo colaborar com quem compreende nossas dores e sonhos, sem precisar traduzir. Esse movimento é sobre potência, resgate e fazer história com nossas próprias mãos.”

O lançamento do curta “A Batida Final” encapsula esse novo direcionamento.

“É uma obra em que sou corpo, roteiro, produção e trilha sonora. É um projeto que entrelaça cinema, música e vida real. A trilha que criei é vibrante, emocional e carrega minhas experiências até aqui. É minha catarse em forma de som e imagem,” diz.

O papel da Boogie Naipe na estratégia comercial

Eliane Dias, CEO da Boogie Naipe – créditos Ádima Macena e Juh Almeida

A colaboração com a Boogie Naipe robustez o planejamento de carreira de WD, especialmente nas áreas de publicidade, relações com marcas e venda de shows. Em 2025, a empresa ampliou sua atuação com uma divisão dedicada ao booking, que começou a representar artistas variados.

“Estamos muito satisfeitas com a chegada de WD, que vem para somar ao nosso time de artistas tão talentosos e potentes. Será uma honra representá-lo, não só nas vendas de shows e parcerias com marcas, mas também destacá-lo como o grande artista que é em todas as plataformas”, afirma Eliane Dias.

A executiva é uma das personalidades mais influentes do mercado musical brasileiro. Advogada, empresária e ativista, Eliane gerencia as carreiras de Mano Brown, Racionais MC’s e Duquesa, além da marca de moda YEBO. Foi palestrante na Harvard e no SXSW, curadora e diretora criativa do Prêmio Raça, tendo recebido o Women’s Music Event Awards em 2017 e 2021.

À frente da Boogie Naipe, consolidou a produtora como um marco da cultura hip hop nacional e ampliou sua presença ao assumir o booking de artistas como Rincon Sapiência, Luciana Mello, MC Julia, MC Luana, Niny Magalhães, Kewin, Miguel Ângelo, Linno Criz, Dj Dri e Dj CIA.

Expansão para literatura, audiovisual e projetos sociais

A nova fase de WD também abrange o lançamento do FAP, um projeto social que proporciona espaço para talentos de comunidades e artistas independentes. “A Batida Final” é o primeiro conteúdo audiovisual deste núcleo e se insere em uma estratégia que visa conectar formação, arte e oportunidades de circulação.

A publicação de seu livro autobiográfico complementa esse ciclo. O lançamento representa um passo para a reconstrução pessoal e profissional, alinhado ao sentido de liberdade criativa descrito em “Katarse”. O conjunto de obras forma um mosaico onde música, palavra e imagem se cruzam, reforçando sua identidade artística.

Esse movimento demonstra como WD projeta sua carreira além das fronteiras tradicionais da música. Ele emprega diferentes linguagens para narrar sua trajetória, acessar novos públicos e estabelecer conexões com iniciativas que apoiam artistas iniciantes, especialmente no ambiente da música independente e periférica.

O impacto dessa parceria no mercado

A adesão de WD à Boogie Naipe evidencia como estruturas independentes continuam a ganhar importância no mercado brasileiro. Em vez de seguir caminhos dominados por grandes gravadoras, o artista investe em modelos de gestão que valorizam autonomia, diversidade e reconhecimento cultural. A expansão da produtora no booking e na gestão comercial indica um movimento mais amplo de profissionalização e segmentação nas carreiras musicais.

A combinação de estratégia, repertório e presença multiplataforma deve definir os próximos passos de WD. A consolidação desse novo ciclo, que junta álbum, livro, audiovisual e parceria comercial, coloca o artista em um ambiente de maior liberdade criativa e com um espaço ampliado para desenvolver sua identidade.

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Fonte: Blog Mundo da Música

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