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O Spotify lançou recentemente uma ferramenta que busca conectar o universo do streaming com a música ao vivo. Agora, os usuários do app podem seguir locais de shows, como bares e arenas, e visualizar a programação atualizada desses lugares, tudo em uma única plataforma. Essa funcionalidade é uma evolução da opção “Shows Perto de Você”, apresentada em março, que já auxiliou mais de 3 milhões de fãs na busca por eventos em suas cidades.

Com mais de 20 mil locais registrados globalmente, o novo recurso transforma o app em um autêntico guia de música ao vivo. Ao digitar o nome de um espaço e clicar em “seguir”, o usuário obtém acesso direto ao calendário de shows, lineups e links para a compra de ingressos. 

O feed de eventos, que antes era atualizado semanalmente, agora recebe novidades diariamente. Adicionalmente, a plataforma utiliza dados como histórico de escuta e localização para oferecer recomendações personalizadas.

Um novo caminho entre o digital e o presencial

A proposta é clara: incentivar o público a deixar as playlists e ir para as pistas de dança. Para o Spotify, isso representa um avanço lógico em sua estratégia de unir o consumo online à experiência ao vivo. Quando um usuário encontra um show que deseja assistir, ele apenas precisa tocar no evento para ser direcionado ao site oficial onde pode adquirir ingressos. A confirmação da compra e todas as informações ficam registradas no app, facilitando o acesso posterior.

Em um comunicado oficial, Rene Volker, Diretora Sênior de Música ao Vivo no Spotify, sintetizou a proposta: 

“A música ao vivo só se desenvolve quando os fãs certos encontram o ingresso certo na hora certa. Ao permitir que os ouvintes sigam as casas de shows diretamente no app e atualizarmos o feed de Eventos ao Vivo diariamente com recomendações relevantes, transformamos a intenção de streaming em presença real. Isso ajuda os locais a lotarem e os fãs a preencherem a agenda com shows que vão adorar.”

O que muda para o mercado de shows

Novo recurso do Spotify permite seguir casas de shows (Crédito: Divulgação)

Para o público, esse novo recurso deve facilitar a descoberta de shows e diminuir a necessidade de navegar em diferentes sites e redes sociais para se informar sobre o que está acontecendo. Para os locais (especialmente aqueles independentes), pode ser uma oportunidade de ganhar mais visibilidade e atrair um público mais segmentado.

A centralização das informações dentro do Spotify também pode auxiliar na promoção de turnês e eventos de médio porte, que muitas vezes não recebem destaque nos grandes portais. Simultaneamente, essa movimentação amplifica a influência da plataforma no mercado ao vivo, uma vez que passa a atuar como intermediária entre o público e os organizadores de eventos.

Recomendação que vai além do play

A lógica que sustenta essa novidade é a mesma usada pelo Spotify para criar playlists personalizadas. O aplicativo analisa os artistas e gêneros mais ouvidos pelo usuário, além dos locais que ele segue e sua localização. O resultado é um feed diário de sugestões que pode incluir desde um show intimista até grandes turnês internacionais.

Essa personalização tem o potencial de aproximar os fãs da cena local, incentivando a descoberta de artistas e espaços menores. Para quem atua na produção de eventos, é uma nova maneira de direcionar o público certo ao lugar certo, sem depender exclusivamente de anúncios ou algoritmos das redes sociais.

A aposta na experiência ao vivo

Crédito: Yannick Monschau

A introdução desse recurso é mais um passo na direção de valorizar a música ao vivo dentro da estratégia das plataformas digitais. Após anos focadas no consumo online, as empresas de streaming estão redirecionando seu olhar para os palcos físicos, enxergando uma oportunidade de fortalecer a conexão entre fãs e artistas.

Com a possibilidade de seguir locais como o Madison Square Garden, o Bataclan ou pequenos clubes de bairro, o Spotify se posiciona em um espaço que antes era fragmentado entre sites de venda de ingressos e redes sociais. Contudo, o sucesso dessa ferramenta depende de como artistas, promotores, e o próprio público a utilizarão em seu cotidiano.

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Fonte: Blog Mundo da Música

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